Ser dócil nem sempre é muito
fácil. Existem situações em nosso cotidiano
que nos irritam por sua própria natureza. Dentre essas
situações poderíamos aqui mencionar uma
infinidade delas, mas como exemplo vamos apenas mencionar “o
trânsito”, “a atenção reclamada por
nossas crianças”, “as filas”, “o
andar a pé nos grandes centros comerciais”, etc.
Vamos nos restringir hoje apenas à atenção
reclamada por nossas crianças, nossos filhos e eternos
amores de nossas vidas...
Já observaram quantas vezes por dia gritamos com nossos
filhos? E se não temos o hábito de gritar, quantas
vezes por dia dizemos: “Não enche o saco,
moleque?”. Ou ainda quantas vezes eles nos dirigem a palavra
e, muitas dessas vezes, com perguntas que como resposta apenas
obtêm um “depois conversamos sobre isso!”.
Bem, certamente que não podemos e não vamos
generalizar; apenas citamos alguns casos que, em arrasadora
maioria, não damos a atenção que nossos filhos
merecem. E depois ainda dizemos: “Não sei porque as
crianças e jovens de hoje não são obedientes
como éramos com nossos pais!”. É muito simples:
em nossa época de crianças e jovens, a maioria de
nós tinha pelo menos a atenção da mãe.
Uma dona de casa exemplar que cuidava quase que exclusivamente da
família e se dedicava a isso de corpo e alma.
Hoje, a maioria das mães trabalha para complementar a renda
da família e não dispõe do tempo
necessário para essa dedicação “quase
que exclusiva” à família e principalmente aos
filhos.
* O que fazer, então?
* Como corrigir essas distorções dos novos
tempos?
* Onde arranjar tempo para dar atenção que
faça com que nossas crianças não se sintam
abandonadas pela família?
* Como fazer para que não sejam adolescentes-problema ou
adultos insatisfeitos (revoltados) com o mundo?
Vamos analisar o caso das mães que trabalham. Se elas
são capazes de ajudar no complemento de renda e ainda
cumprir com as obrigações da casa, nós, os
homens, não podemos mais nos restringir ao simples papel de
mantenedor da casa e com todas as regalias que em nossa
época de crianças e adolescentes nossos pais
possuíam.
É preciso arregaçar as mangas e ajudar na
atenção e educação dos filhos! Sou
capaz de apostar que na maioria das famílias os
“homens” e, portanto “pais de
família”, chegam à casa do trabalho, tomam seu
banho, pegam o jornal e se sentam à frente da
televisão, esperando seu jantar, muito tranqüila e
calmamente.
É preciso entender que se as mulheres mudaram
seu comportamento com vistas a dar mais segurança e conforto
à família,(...) os homens, precisam mudar o
comportamento e ao chegar em casa, depois do banho,
procurar seus filhos e saberem deles o que precisam para serem
felizes. Embora, na maioria das vezes não devamos perguntar
isso a eles, mas precisamos agir com esse propósito; afinal,
se buscamos diariamente, minuto a minuto, a nossa felicidade, por
que não nos preocuparmos com a felicidade deles? Sabiam que
na maioria das vezes que a família tem o hábito de
jantar junta à mesa, o problema de distanciamento de seus
componentes, quase não aparece? Não
acreditam?
Esposas e esposos, proponham-se a fazer ao menos uma
das refeições com todos os componentes de sua
família sentados à mesma mesa uma só vez por
semana e reparem como o diálogo entre os seus componentes
começa a fluir naturalmente. É a
“docilidade” que enunciamos no início desta
conversa que entra em ação. É o sentido real e
verdadeiro de família que começa a ser imposto. E
verão que não doeu nada e nem feriu
ninguém.
Mudança de hábitos, na maioria dos casos, é a
grande sacada para a solução de problemas de falta de
compreensão e união dos membros de uma
família.
(...) a televisão com suas novelas, jornais que nos
fazem assistir as maiores tragédias da vida humana e os
programas nada educativos, estão fazendo a diferença
entre os membros de uma família.
Façam o teste e verão que uma só vez por
semana mudará em muito o ambiente de sua casa... e depois
(...) façam duas vezes por semana e não deixem
de prestar atenção a como o ambiente vai mudando para
melhor.
Aos homens deixo apenas mais uma recomendação: elas
mudaram para contribuir com a família (no sentido de
conjunto); é obrigação moral e social
mudarem a conduta de “sultões” da
família para participantes em período integral.
Depois que as crianças dormirem podem ler o jornal, ver ou
ouvir a televisão e dedicarem-se a atividades pessoais que
não influenciem na desarmonia da família.
ATENÇAÕ: O texto foi
modificado em alguns detalhes por ter sido feito em 1ª pessoa.
O original "
Docilidade em
Família", escrito pelo excelente Julio Roberto Lotos - julioroberto60@ig.com.br, encontra-se disponível no site: www.stum.com.br